teu nariz farejando
entre os restos
do meu couro
algum elogio
de adoração
eterna
minha pele é fina
da dignidade
que tua fuça
vaidosa
esfola
neste saco preto
em lágrimas de chorume
sempre quero ver fome na tua gula
(seleta esperança)
minha carcaça vive
na tumba da calçada
saqueada por teu instinto
caprichoso que me roga valer
apodrecida sobremesa
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