(a Osvaldo Dalcheco)
tenho um chapéu
topo de feltro
dorso arqueado
olhar mudo
se vai ao peito
e encolhe uma mágoa
é feito de escudo
tem vez, por falta mesmo
de jeito, se deita em luto
marrom pra tudo
o meu chapéu
entre homem e céu
só se ouve o conselho
de um bom chapéu