assobie cantarole dê bom dia
e divulgue pela vizinhança:
a festa festa!
das máscaras máscaras!
a festa festa!
das máscaras máscaras!
Arquivo pretensiosinho
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Orador
Não pensa no caminho por onde seguirão tuas palavras, será ele o caminho do vento. Despedaça tuas palavras como a um dente-de-leão. Fala com os campos, secreta aos tubérculos, aconselha todas as folhas enquanto alisa as pontas do capim. Despeja o esterco pela manhã, com capricho e versos. Não te esqueça das flores. Canta para as flores.
Faça uma pausa no inverno, beba água, aproveita a primavera para os elogios e grita até o outono suspirar exausto pelo chão. Ensandeça no verão.
Só onde brotam raízes adormecidas, onde o húmus revolve a terra, somente nesta lama surda tuas palavras terão serventia. Mas se preferires, escreva um epitáfio, enterra-o e ponha-te novamente a pensar.
Faça uma pausa no inverno, beba água, aproveita a primavera para os elogios e grita até o outono suspirar exausto pelo chão. Ensandeça no verão.
Só onde brotam raízes adormecidas, onde o húmus revolve a terra, somente nesta lama surda tuas palavras terão serventia. Mas se preferires, escreva um epitáfio, enterra-o e ponha-te novamente a pensar.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Giovana Luz
quiçá por do sol
uma pitada em teu nome
da curva
do rio reviravoltas em teu corpo
artesanato de barro
mistério arcaico ou arca
de conforto que acaricio
dos vales
azuis o seio
recortado pelas chuvas
e a procedência dos cheiros dos ventos
das cores estradas cascatas
bem-me-queres boninas
e mel
uma pitada em teu nome
da curva
do rio reviravoltas em teu corpo
artesanato de barro
mistério arcaico ou arca
de conforto que acaricio
dos vales
azuis o seio
recortado pelas chuvas
e a procedência dos cheiros dos ventos
das cores estradas cascatas
bem-me-queres boninas
e mel
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